segunda-feira, 2 de maio de 2011
...SOBRE AQUELE BARBUDO FANÁTICO E CRUEL???
domingo, 1 de maio de 2011
À Flor da pele.
O amor e o desamor são armas sem serem necessários registro. Se pensarmos analogicamente o amor é uma tragédia bela como o murchar de uma flor: a flor nasceu, o botão se abriu, as pétalas espalharam-se reluzentes ao sol, colorindo o dia, participou da beleza da estação, sentiu o carinho do vento, a atenção dos pássaros, borboletas, abelhas. Nasceu na eterna festa de celebração à natureza. Talvez uma flor do seu bouquet tenha sido apanhada por um enamorado para presentear sua amada. Outra observou o amor de dois velhinhos de mãos dadas sentados na praça e as crianças brincando ao lado. Enfeitou o cabelo de alguma mocinha serena e romântica. Fez-se presente no túmulo de um ente amado não esquecido. Perfumou o paletó do noivo e foi carregada pela noiva. Deitada ela estava nos lençóis nupciais posta à murchar, às vésperas de sua morte, enquanto uma nova semente de vida foi plantada em mais um útero.
A flor como o amor, foi viva, vida, momentos, pessoas, lugares, emoções, simbolismos, gestos, sentidos, lembranças. E o Amor, como a flor, murcha, marca momentos, sentidos, sentimentos, emoções, pessoas, lugares... Lembranças. Depois, sedento e maltratado pelo tempo... ele Morre. Morre tão ardente quanto nasceu.
O Amor morre. Essa tragédia feita com amor dentro de nós morre. Somos poupados da morte física, mas presos ao luto de tudo o que ele construiu em nós: todas as marcas, todas as recordações, todas as lembranças, fluindo em nós dolorosamente, corroendo nossa paz.
Mas vale à pena morrer com ele à cada segundo de nossa vida, e experimentar toda a alegria que ele pode trazer antes que acabe, do que morrer sem nunca ter visto e sentido os minutos passarem eternos, à FLOR da pele...