domingo, 23 de outubro de 2011

Cartaz

Amor é aquilo que não se vê, mas se faz presente em qualquer lugar, mesmo quando se está sozinho. Saudade é o que ele faz pra estampar a existência dele. Um cartaz.

O meu é um exibicionista, um exagerado. E até esgoelado, porque me chega à boca. Uma palavra, um urro de revolta, um choramingo pidão, um bufar de impaciência, um suspiro de conformação. Ou vários, espalhados pela casa, pelo tempo. Meu amor é uma criança, com suas teimosias, carências, meninices. Me deixa de cabelo em pé, faz um auê!!! Mas me faz sorrir...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

E hoje?!

Hoje eu declaro guerra ...
Mas uma guerra boa, e nada fria. Porém, calculada.
Uma guerra que começa tomando como refém eu mesma.

domingo, 25 de setembro de 2011

Descarrego

Acordei hoje sentindo um vazio enorme. Pesado. A tal da solidão misturada à preocupação com outras coisas, que carecem de solução rápida faz um estrago em mim. Tudo foi escolha minha: a solidão e os problemas. Se eu escolhi, é porque eu achei que eu fosse dar conta. Quando eu escolhi eu me sentia mais forte e os problemas estavam apenas começando. Agora esse desafio: peito pesado, cabeça anuviada e decisões à tomar, trabalhos pro fazer, coisas pra estudar, contas à pagar. Todos os dias. Mas é assim a vida, né?! Não pode deixar cair a peteca. nem que tiver que jogar chorando. Senão tem que começar tudo de novo. Começar tudo de novo é lindo na hora de pensar positivo. Mas eu preciso começar uma coisa e terminar, às vezes, pra variar um pouco e ver que realmente construo algo de verdade com tudo isso. E ultimamente, quando eu chego perto do fim da construção, eu descubro que, ou ainda tem um cômodo inteiro pra construir, ou o que eu já construí tem rachaduras... caiu uma parede. Isso não faz nada bem pra minha auto-estima... Falando assim de problemas, que eu já sei deles há muito tempo, eu camuflo o que realmente me incomoda nisso tudo: minha labilidade emocional... Minha consciência parece que funciona, mas minha sensibilidade fica tão extrema que bagunça todo o resto. E eu me conheço assim. Se e eu ignoro ou me deixo sentir tudo, não difere os finalmentes. Primeiro vem o vazio, o peso, a negatividade, o medo, o choro, a culpa, a aceitação,a irritabilidade, a conformação... O esquecimento, catatonismo... Às vezes fuga, pra começar tudo de novo.
Não é sempre assim. Ou pelo menos eu quero acreditar que não. E eu não sou de me abater por muito tempo. Mas eu estou num jogo onde você não pode errar uma vez sequer. Ou já está tudo perdido. Tem que treinar e esperar o próximo jogo. E quem faz barulho é quem torce contra...
E eu fiquei cansada. Parece que minha platéia à favor ficou muda hoje... :´(
Acho que uma pessoa presente às vezes faz toda diferença. Ausente também. Principalmente ausente, no meu caso. Acho que caiu minha ficha hoje eu usei alguém que eu amo como fonte de serenidade, força de vontade e força por uns tempos, alguém pra quem eu abri o coração e deixei entrar. Mas é preciso reconhecer que "no coração" é só uma metáfora, e sozinhos, estamos sozinhos. E ponto final. Tenho que encontrar essas coisas em mim outra vez. Força. Porque eram coisas minhas que estavam em mim antes de eu depositar elas em outra pessoa. Coragem. Acho que a gente faz isso porque gostamos criar um reflexo positivo nosso em outra pessoa; fica mais fácil VER, CRER...Sentir que somos capazes de qualquer coisa que almejamos. Talvez eu tenha que chorar um pouco hoje e olhar no espelho. Hoje, amanhã... e todos os dias da minha vida...


the script - in the end that begin.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quero só um pouco.

Só me falta um pouco:

De reciprocidade de Respeito,

Do compartilho de experiência,

E da certeza eterna da minha inocência.

Ainda resta um pedaço enorme desta.

domingo, 4 de setembro de 2011

Tum-tá

Eu só preciso de um lugar pra descansar meu coração...

Um lugar nada seguro, nada constante

Se fosse constante faria tum-tá, tum-tá...

Esse lugar existe,

E é um canto.

Se tem descanso,

Deve ser lá.

Tem que ser lá.

Onde é eu não sei...

Mas deve exisir,

Se alguém souber onde é me avise.

Porque eu preciso chegar lá e seguir

Até onde eu conseguir...e insistir

Em acreditar,

Que existe a constância,

Além da circunstância de Amar.


;) Ná.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eu não vou parar de levar a vida à sério. Até que ela me largue. Mas quando ela me tira do sério, eu não me aguento. Eu não consigo deixar de rir dela. E às vezes chorar. E outras vezes, fazer os dois, deixando ela simplesmente fazer o que ela quiser de mim. Porque caso você não tenha percebido, você pode até controlá-la, planejá-la, adaptar-se à ela, mudar sua visão sobre ela aqui ou ali, de tempo ou tempos ...mas ela sempre vai dar um "Oléeee" em você. Eu posso dizer o que for dela, a danada. Menos que ela é monótona e muito menos calada. O que eu sei com certeza é que eu tenho paixão por ela, seja ela como for. Aguenta aí que a diversão só está começando, Nádia...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

...SOBRE AQUELE BARBUDO FANÁTICO E CRUEL???

RÁ RÁ RÁ pra você. JÁ FOI TARDE!!!!

Espero que nem do seu nome se lembrem daqui uns anos, pois não merece ser lembrado!

Let me Join The Uncle Sam's Party!!!!

domingo, 1 de maio de 2011

À Flor da pele.

O amor e o desamor são armas sem serem necessários registro. Se pensarmos analogicamente o amor é uma tragédia bela como o murchar de uma flor: a flor nasceu, o botão se abriu, as pétalas espalharam-se reluzentes ao sol, colorindo o dia, participou da beleza da estação, sentiu o carinho do vento, a atenção dos pássaros, borboletas, abelhas. Nasceu na eterna festa de celebração à natureza. Talvez uma flor do seu bouquet tenha sido apanhada por um enamorado para presentear sua amada. Outra observou o amor de dois velhinhos de mãos dadas sentados na praça e as crianças brincando ao lado. Enfeitou o cabelo de alguma mocinha serena e romântica. Fez-se presente no túmulo de um ente amado não esquecido. Perfumou o paletó do noivo e foi carregada pela noiva. Deitada ela estava nos lençóis nupciais posta à murchar, às vésperas de sua morte, enquanto uma nova semente de vida foi plantada em mais um útero.

A flor como o amor, foi viva, vida, momentos, pessoas, lugares, emoções, simbolismos, gestos, sentidos, lembranças. E o Amor, como a flor, murcha, marca momentos, sentidos, sentimentos, emoções, pessoas, lugares... Lembranças. Depois, sedento e maltratado pelo tempo... ele Morre. Morre tão ardente quanto nasceu.

O Amor morre. Essa tragédia feita com amor dentro de nós morre. Somos poupados da morte física, mas presos ao luto de tudo o que ele construiu em nós: todas as marcas, todas as recordações, todas as lembranças, fluindo em nós dolorosamente, corroendo nossa paz.

Mas vale à pena morrer com ele à cada segundo de nossa vida, e experimentar toda a alegria que ele pode trazer antes que acabe, do que morrer sem nunca ter visto e sentido os minutos passarem eternos, à FLOR da pele...

casa!!

Casa cheia, casa vazia, minha casa é minha casa. Pode estar vazia de pessoas, mas nunca vazia de lembranças, de motivos em cada objeto, cheiros peculiares, um detalhe bonito que você deixou de reparar pois não olhava com os olhos certos. Casa cheia de amigos, dia de festa, churrasco, cerveja, risadas, gente chegando, gente saindo, gente abraçando, gente falando, gente rindo e às vezes desabafando, também. Amigos queridos, antigos, pouco vistos, trazendo amigos novos, criando vínculos. Casa cheia família, cheiro de jantar esquentando, mesa posta na cozinha, mesa pra quatro, som da tv ligada. Casa, meu quarto, minha cama meu travesseiro; minhas 11 hrs, meu abajur, meu livro escolhido... Minha casa de sábado de manhã, cheio de pão fresco, barulho de cozinha, cachorro, gato papagaio fazendo a festa, acordando quem ainda tem preguiça de acordar (eu), todos de pijama, na mesa. Papai com suas ameixas, suas laranjas, mamãe com seu capuccino, seu pão francês, eu e meu pão de queijo com requeijão e achocolatado...
Minha casa, às vezes, minha saudade.

domingo, 20 de março de 2011

Novidade para as duas próximas semanas

Estágio em Ilha Solteira. Tudo que sei é que vou pra lá, com mais 6 colegas de classe, pra acompanhar as atividades em um hospital local (que eu não sei qual é) e ficar num hotel (que eu também não sei nome, nada à respeito). Começo a arrumar as malas hoje, já fico com saudade do meu peludo desde já. Tomara que ele fique bem com a amiga que mora comigo. Estou precisando mesmo dar uma viajada. Até que gosto desse tipo de coisa: viajar sem saber o que esperar, sem criar expectativas. Veremos...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dylan, meses atrás, "estudando" comigo na cama.

Uma mãe coruja.

Eu poderia começar escrevendo falando da minha mãe, que eu amo tanto. E é coruja. Mas é de mim mesma que eu estou falando! Há quase 7 meses eu sou uma mãe feliz e inseparável de um peludo shih tzu chamado Dylan. Desde setembro, quando ele só tinha 75 dias e nós viramos família, minha vida mudou. E pra melhor. Veja bem: eu moro longe dos meus pais, o que pra muita gente
é legal (e de certa forma é, mas acontece eu des dos 16 eu fico longe deles por motivos de intercâmbio e estudos) e moro com uma amiga, que ao invés de um cachorro, adotou um namorado. Logo eu ficava muito sozinha, e sentia falta de alguém me esperando quando eu voltava pra casa, essas coisas. Eu imaginei que ia ser bom, mas foi ótimo. Desde bebê ele é o mais brincalhão e engraçado possível. Me segue pela casa inteira. E com o tempo foi aprendendo uns truques. não só o de buscar bolinhas e outros brinquedos e colocar no meu colo pra eu brincar com ele. Ele aprendeu a buscar a coleira pra mim com cara de quem diz "Mãe, vem que eu quero te levar pra passear". Ridículo isso de pensar que cachorro fala, pra algumas pessoas. Pra mim também era ridículo ver mulheres babaaaando num peludo que volta da petshop parecendo que foi fazer um corte com o cabelereiro top do momento, doida pra mostrar ele pras amigas, que fica conversando com os bichinhos com voz de criança. Agora eu até entendo. Só que eu converso com o Dylan de Mãe pra pra Filho. E filho Macho!!! Nada de lacinhos, não. E outra, ele fica com ar de anos 70 cabeludo, logo adoro ele de mullets e orelhas peludas. Portanto nossa relação também é uma coisa meio "babada" mas .... :D
Eu sempre tive apreço por gatos (nós-família temos nada mais nada menos que 4 persas na cidade dos meus pais). Mas a idéia de ter um cachorro era poder ter liberdade pra viajar com ele, passear na rua; queria um parceiro. E tenho!.
O único problema do Dylan é que no último mês ele desenvolveu um complexo de édipo, fora a indesejada atenção que ele dá à canela de todos que visitam minha casa. Tudo bem. Tenho meod de reprimir a sexualidade do doguinho. Castrar? Cedo assim?! Nem pensar. Ainda bem que não fiz isso. Pois hoje, voltando do veterinário, ele viu seu primeiro amor. A Penélope! Se deram bem, que pareciam velhos amigos. Pularam na loja inteira, se lamberam, aquela coisa toda. Incrível encontrar uma dona de uma shih tzu fêmea procurando um namorado pra cachorrinha. Geralmente ninguém quer saber de filhotes. Mas eu sou louca pra ser vovó, e pelo visto, a ninhadinha de bolas de pêlo está encomendada! Uhuuu!! Filhão, vai que é tua!!! Dia rentável, viu?! Apesar de cansativo. Sorte no amor, azar no sono! Pra mim né, porque ele tá jogado aqui na sacada sonhando com uma cadelinha branca e champagne, pelo jeito.

Desconhecidinho da Madrugada

Antes de tudo, foi lindo o dia ontem. Acordei com o tempo nublado pra chegar na faculdade e descobrir o máximo que eu poderia fazer depois de chegar lá era voltar pra casa. Não estou sendo sarcástica. Foi lindo mesmo, porque eu dormi que nem um anjo depois. Eu ainda estava pagando pelos energéticos no carnaval da noite anterior. Estudei acupuntura (é, eu tenho aula de acupuntura na minha faculdade, bem basicão, mas é legal!) pra prova das 7:30 de hoje e fui dormir meia-noite, depois de ler o primeiro capítulo de um livro que eu andava paquerando já há tempos, Casório?.
Contentemente dormindo, acordei com um pulo da cama. Celular tocando. "Já são 6:50???" Nada. Ligação. De "Desconhecido". Atendo: Alô. Desconhecidinho não responde. Desligo. Tento voltar pra cama. 40 minutos revirando pra todo lado que eu conseguia, e nada de dormir de novo. O negócio foi bufar e me arrastar pra cozinha... O bom negócio foi me entupir de suco light de manga e pringles (nada light), pensando na viva alma que fez o favor de me tirar da cama.
Eu queria muito saber quem foi o rapaz e o que passa na cabeça dele. Será que ele acha romântico?! Misterioso?! Excitante?! Provocativo? Divertido e interessante??? Ligar para ouvira voz da rapariga aqui? Pensando "âhâ, vou ficar quietinho pra ela tentar advinhar quem é, ahâhâ". Eu tenho um recado pra vc, querido: SUA ANTA!!! @#$!%^$. ISSO QUE É "TIRAR O SONO DE UMA MULHER" PRA VOCÊ?! @#$!%^@@$ .
Ser solteira está melhorando o ibope ultimamente. Deve ter acontecido alguma coisa: marte em vênus, lua nova, sei lá. Sim, porque normalmente é o contrário!!! Basta um amarrar a barra da minha saia que aparecem 4 querendo saber o que tem por baixo. Sem brincadeira.
Agora estou aqui, depois de mais uns dois capítulos, enrolando na sala de casa, tomando chá de hibisco com carqueja. Eu sei que o nome não parece bom. Pode ter certeza, que o gosto é pior que o nome. Mas é isso que mulher faz quando não tem nada pra fazer: invoca com o espelho, depois de alguns exageros recentes e "descobre que engordou e precisa descolar chás milagrosos com urgência".
Mas uma coisa eu tenho que admitir. Tenho que agradecer o Desconhecidinho. Se o que vem à cabeça de quem ler isso aqui é "Lógico, elevou o ego dela", pense duas vezes ou vai levar "educado recado" também. Não tem nada a ver com isso. É pelo menos eu voltei pro meu blog pipocando de idéias pra escrever.
Não que seja assim super útil. Mas é melhor que passar trote. Acho que o último trote que eu passei na minha vida eu devia ter uns 13 anos de idade...